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A escrita na educação infantil: sim ou não?

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REFLEXÕES ACERCA DA APLICABILIDADE DA LEI 11645/08: O QUE APRENDER COM AS COMUNIDADES NEGRAS QUILOMBOLAS?

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AUTISMO E EDUCAÇÃO: Conhecer e humanizar para incluir

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*Por Patrícia Teodolina O grande desafio da educação para promover a aprendizagem da criança com autismo é desconstruir seus saberes para reconstruí-los. É abrir-se ao desconhecido, investindo em estudo, pesquisa e observação a fim de desenvolver procedimentos e técnicas conforme o nível do transtorno do aluno, podendo ser, inclusive, esse planejamento único, uma vez que dificilmente se encontram dois autistas iguais. Em geral, educa-se para adaptar às crianças aos modelos sociais existentes e o indivíduo com autismo pode não se encantar por eles ou por qualquer proposta apresentada até que o professor o atraia a partir de assuntos que o interesse. Isso sim dá resultado! O autista é alguém que precisa ser conquistado! Portanto, conhecê-lo, saber de suas preferências – músicas, desenhos, filmes, brinquedos – é decerto uma estratégia funcional, porém, insuficiente! Muitas escolas desconhecem sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e sobre o processamento sensorial. Vários docentes jamais ouviram falar dos sentidos vestibulares e propriocepção, desconhecem as consequências da sobrecarga sensorial em uma pessoa no transtorno, não entendem a importância de uma sala de acomodação sensorial, das pistas visuais e da comunicação alternativa para esse público. Como ensinar com tanta desinformação? Não é à toa que se percebe a comunidade escolar, em geral, aflita com a inclusão dessas pessoas. É preciso sair da zona de conforto e fazer parcerias, a escola não pode ficar isolada neste cenário complexo. Diversas clínicas já oferecem seus espaços para orientar os educadores de seus pacientes, mas o número de profissionais que comparecem aos encontros ainda é muito pequeno. É importante lembrar que sem formação continuada não se faz inclusão. Além do mais, para realizar tão árdua tarefa, é preciso ser mais que professor, coordenador e diretor, é imprescindível ser HUMANO – ter empatia, docilidade,  compreensão e envolvimento para transformar. *Patrícia Teodolina é Analista de Sistemas, graduanda em Pedagogia, Presidente do Projeto Fantástico Mundo Autista – FAMA e mãe de Rodrigo, que também é portador do TEA. *Ilustração por Lucas Tonelli Leia Mais »

CAMINHOS: Coordenador Pedagógico versus Jornada Pedagógica

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Naiani Pinheiro* Sabe-se que o trabalho do Coordenador Pedagógico é fundamental para a organização e andamento da unidade escolar. Diante disso, seu trabalho se inicia antes mesmo da Jornada Pedagógica, pois é ele quem irá organizar e decidir juntamente com a gestão o que será trabalhado neste momento. A cada ano a Jornada Pedagógica vem adquirindo mais força e os profissionais da educação estão compreendendo seu verdadeiro sentido, sendo que, este é o período de proporcionar um momento de integração com os professores, mostrando informações sobre suas turmas, fazendo-os conhecer o modo que a escola trabalha, além de informá-los sobre as demandas que a mesma possui. Nestes dias se é discutido sobre o planejamento, mas ao contrário dos planejamentos feitos diariamente, este tem o objetivo de traçar como se dará o trabalho de todo o ano letivo. O planejamento anual que deve ser orientado pelo Coordenador Pedagógico diz respeito como o professor irá trabalhar, de que forma acontecerá a Atividade Complementar (AC), quais meios serão utilizados para integrar a escola à comunidade e fazer com que a família se torne ainda mais presente, além de analisar projetos, sequências didáticas, datas comemorativas, dentre outros quesitos a serem trabalhados no atual ano letivo. Há questões que possibilitam ao professor um grande auxílio em seu planejamento no decorrer do ano que é a construção ou análise do plano de curso, a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e as formações continuadas. É de fundamental importância a presença do Coordenador nesta ocasião, pois é ele quem propiciará momentos com a equipe pedagógica oportunizando discussões com questões que poderão nortear o trabalho do professor durante todo o ano letivo.  *NAIANI PINHEIRO é graduada em Pedagogia pela UFRB, atualmente atuando como Coordenadora Pedagógica na Escola Municipal Raimundo Cardoso de Andrade no Município de Brejões-BA. Leia Mais »

BRINCADEIRA SÉRIA: A importância do brincar no desenvolvimento infantil

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*Por Aline Dunham A relação entre o brincar e o desenvolvimento infantil tem sido um assunto recorrente, constantemente abordado em diversos estudos apoiados pela neurociência. Certamente, você já deve ter ouvido alguém falar, ou lido em algum lugar, que a brincadeira é importante na vida da criança e que esse momento deve ser respeitado. Mas será que você já questionou o motivo pelo qual profissionais especializados têm se preocupado tanto em falar sobre uma atividade que aparenta ser tão simples? Nos dias atuais, quando as crianças se deparam com suas horas controladas, divididas entre escola,  cursos e outras tarefas extra curriculares, o tempo reservado para as brincadeiras tem sido cada vez menor, por serem consideradas pouco importantes. É muito comum escutar pais verbalizarem, cheios de orgulho, que as agendas superlotadas dos filhos não lhe permitem mais ter tempo para as brincadeiras, numa espécie de discurso que associa o brincar com irresponsabilidade e falta de compromisso para com os estudos. Com esse pensamento, inclusive, algumas famílias estão substituindo férias por reforço escolar, acreditando que seus filhos “estão sendo preparados para se tornarem pessoas responsáveis”. O que muitas famílias não sabem, ou talvez ignorem, é que as brincadeiras são essenciais para a formação da criança (por esse motivo, é um direito garantido pela Constituição) e que ajudam a desenvolver diversas habilidades, dentre elas, motoras, cognitivas (percepção, memória, atenção, concentração, etc.) e emocionais. São essas habilidades, inclusive, que irão favorecer o processo de aprendizagem da leitura, escrita e matemática. Logo, a criança aprende brincando. Aprende também a desenvolver seu potencial criativo, autonomia, a interagir com seus pares, a compartilhar ideias, assimilar regras e respeitá-las, a liderar, exercer trocas de papéis (através do faz-de-conta, fantasia), a solucionar situações-problema. Aprende a estruturar e desenvolver seu mundo interior, emocional, a lidar com frustrações, a amadurecer. Todas essas capacidades são essenciais ao seu futuro acadêmico e profissional. Uma criança que não brinca, ou que brinca muito pouco, apresenta dificuldades em seu desenvolvimento cognitivo, motor e emocional. Assim, respeitar o momento do brincar de seu filho significa respeitar sua infância e etapas de desenvolvimento, garantindo que ele cresça de forma saudável. Assim como o trabalho é indispensável aos adultos, o brincar é coisa séria. *ALINE DUNHAM – Especialista em Psicopedagoga Clínica e Institucional. Atua como psicopedagoga ... Leia Mais »

Recuperar o quê? – O dilema de fazer, ou não “recuperação”

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Por Diego Teles* Ao final do ano letivo, o mais comum é encontrarmos estudantes no processo de reorientação na escola: a recuperação. Sabe-se que, nesse sentido, recuperar o ano escolar em algumas semanas, às vezes, até dias, não é fácil; talvez, uma tarefa quase impossível de ser feita no viés qualitativo, admitindo a atual conjuntura. Assim sendo, acredito no processo de recuperação paulatino; entendo o mesmo de forma anual, dessa forma, sim, vejo uma maneira de auxiliar no aspecto ensino-aprendizagem, o que, de fato, é a principal intenção do recurso, como norteado pela LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Percebo, ainda, como a comunidade educacional se atem à recuperação como forma punitiva – em escolas da rede privada, de forma abusiva – e, assim, gera no corpo discente a “pressão” do não perder o ano letivo. Então, é visível a necessidade de nós, educadores e familiares, ajudarmos aos/às educandos/as na prática da recuperação, que deve ser uma atividade que busque entender as razões pelas quais os/as estudantes projetam tais comportamentos no fator tão importante à vida das pessoas, a educação. Entendo e sou, veementemente, contra a recuperação de forma estanque, pois a mesma analisa, por si, o processo de interação entre docentes e discentes, tornando evidente o fracasso e o êxito na ação de ensino-aprendizagem. Vejo a reorientação como forma de auxílio na práxis pedagógica, na transformação de conteúdos não “aprendidos” – leia-se, para a escola, formalmente – em situações atitudinais que fomentariam o aprender. Recuperar é reavaliar, reorganizar, repensar a aprendizagem, o saber. * Diego Teles é Professor de Língua Portuguesa e graduando de Licenciatura em Letras – Língua Estrangeira na Universidade Federal da Bahia – UFBA. Militante na luta do Antirracismo e Direitos Humanos. Leia Mais »

Construção da identidade da criança negra em meio as relações de racismo na escola

Ilustração Luiza Normey

Por Ana Carolina Reis Às vezes me pego recordando minha infância e chego a conclusão que minha vida escolar tinha tudo pra ser um tanto quanto traumática e logo penso como foi difícil ser negra dentro da escola. Um ambiente que não aceita diferenças, que o diferente é visto como desigual, em que eu era frequentemente hostilizada pelas outras crianças. A exclusão era fato, xingamentos, apelidos, “musiquinhas” eram rotineiros. O cabelo? Esse era alvo fácil, era comum me chamarem de “cabelo ruim” “ neguinha do cabelo duro” “cabelo pixaim”. Enfim, ir para escola se tornou um ato de coragem, principalmente porque toda essa minha dor era silenciada, quando percebi que reclamar para a professora não adiantava nada, só me restava então chorar para minha mãe em casa. Minha negritude ascende da parte do meu pai do qual eu nunca tive nenhum contato, a família toda por parte de mãe inclusive ela própria é branca. Nunca tive um referencial negro dentro de casa, melhor dizendo em lugar nenhum, todas minhas amigas do condomínio eram brancas dos cabelos mais lisos possíveis. Cresci assim, sempre cercada por pessoas brancas que eu considerava como ideal de beleza, os cabelos “perfeitos”, eram essas as pessoas mais bonitas. Os anos se passaram e cursando pedagogia e estudando os fenômenos de racismo no âmbito escolar, percebo que isso não era apenas um drama particular mas sim de muitas crianças negras que sofrem as consequências desse racismo velado em nossas escolas. O racismo é um assunto instigante por natureza, e quando associado ao âmbito escolar, gera ainda mais questões que precisam ser esclarecidas. É preciso antes de tudo, compreender que a escola é o lugar que contribui fundamentalmente na formação do sujeito em todos os seus aspectos, inclusive no que diz respeito a identidade racial e todas as suas problemáticas. A escola é um espaço privilegiado porque promove ou deveria promover a igualdade dentre as diversas culturas e raças, possibilitando o convívio entre pessoas diferentes. As práticas discriminatórias que vão de encontro a esse conceito de igualdade, são camufladas por piadas e brincadeiras que de tão corriqueiras se tornam normais e nem causam mais espanto aos nossos ouvidos. Mas são justamente essas piadas que trazem a ideia de inferioridade racial que tentamos combater. Entendo ... Leia Mais »

ARTIGO: Quando o social também é sala de aula

Ilustração Gisele Caldas

*Por José Braga Ribeiro Neto Existe um discurso de professores para os alunos comum em todas as salas de aula, em todos os tempos: “vocês são o futuro do país”. Essa frase provoca um impacto bom, inegavelmente. Só que causa estranheza. Quase assusta! O desafio é fazer com que os jovens, depois do tranco, se convençam disso, o que geralmente só é assimilado tempos depois. Alguns nunca conseguem, infelizmente. Vivenciam seus projetos de vida centrados apenas em suas demandas particulares, pouco interessados nos desafios sociais que os circundam. Projetos escolares que aproximem os jovens de uma realidade social mais difícil são especialmente eficazes na superação desse tipo de estranhamento e na ativação de uma consciência cidadã. O Colégio Marista Patamares promove a chamada Missão Marista de Solidariedade (MMS), um projeto Pedagógico-Pastoral com o objetivo de despertar nos alunos a sensibilidade e engajamento social, a partir da convivência com pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. Levamos dezenas de alunos do Ensino Médio a municípios pobres e de pequeno porte do sertão da Bahia, para uma experiência de imersão e partilha de conhecimentos. Nossos jovens oferecem oficinas de formação para a população, inspiradas nos Objetivos do Milênio (ODM) e na Agenda 2030, ambas da ONU. Normalmente dura 3 ou 4 dias. Esse ano, em julho, foram mais de 100 jovens acolhidos pelos munícipes de Milagres-BA. Muitos puderam perceber o contraste da qualidade humana na acolhida com a humildade das casas em que ficaram hospedados. O mais curioso é que, todos os anos, nossos estudantes se preparam durante três meses para trabalhar no município e, invariavelmente, seus depoimentos revelam: “pensei que ia ensinar, mas a verdade é que aprendi muito mais”. Nessa hora, sabemos: eles fizeram a passagem da condição de “futuro do país” para o de “desejamos fazer algo a mais hoje”. A Missão Marista de Solidariedade tira os jovens de suas “zonas de conforto”, amplia sua percepção de mundo, afeta-os integralmente. Em campo, convivem em meio ao clima, a seca, a comida, os cheiros, o modo de vestir, de falar e até de dormir. No fundo, os jovens se identificam e tudo se transforma numa fantástica experiência de estar vivo, aprender e compartilhar. Enquanto se faz missão, especialmente em um ambiente sob condições materiais bem ... Leia Mais »

ALÉM DA QUADRA: Educação Física dentro da escola

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* Por Marcos Arraes A Educação Física dentro da escola vem passando por diversas transformações ao longo do tempo. Já teve função higiênica com a influência médica, função moralizadora com a calistenia e a influência dos militares e com o esporte ajudou na propagação do sentimento de patriotismo. Em todos esses momentos, a preocupação sempre esteve nos movimentos, no corpo, na parte prática. Entendendo que é um equívoco essa dicotomia entre corpo e mente atualmente a Educação Física tenta trabalhar tanto com aulas práticas como com aulas teóricas. Com o passar dos anos alguns conceitos acabaram caindo por terra, e isso inevitavelmente influenciou as aulas de Educação Física. Além disso, temos hoje 51% da população brasileira acima do peso, e quando falamos em quilos logo nos lembramos da Educação Física. A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda um mínimo de 150 minutos semanais de atividade física moderada. Como normalmente uma aula de Educação Física tem 50 minutos, defender aulas práticas como benéficas para a saúde acabou se transformando em um erro. Se não trazem benefícios para a saúde, por que ainda existem as aulas práticas? Assim como Sócrates tinha o hábito, essa pergunta pode ser respondida com outra pergunta: Quem disse que as aulas práticas possuem apenas o objetivo de melhorar os índices de saúde? Cada atividade realizada na quadra foi pensada e planejada assim como as aulas em sala. Um professor que sempre realiza atividades com regras fixas e predeterminadas por ele formará alunos que aceitam e respeitam as regras, sejam elas quais forem. Um professor que realiza atividades onde as regras são maleáveis e/ou construídas pelo grupo formará alunos mais críticos e autônomos. O consumismo esportivo começa a ser discutido na aula teórica de Educação Física, passa por Karl Marx na aula de História e termina com a análise das chuteiras dos alunos na aula de futsal, por exemplo. O aluno que colocou a mão na bola para levar vantagem e enganar o juiz na aula prática oportuniza um grande momento para as discussões sobre ética, respeito, fair-play… Temas transversais que podem ser trabalhados por todas as disciplinas. Com dedicação e planejamento a quadra vem se tornando uma aliada no processo educacional, uma extensão da sala de aula, só que muito mais prazerosa.   ... Leia Mais »

Por que trabalhar com Literatura Negra em sala de aula?

Ilustração do Livro Raio de Sol, Raio de Lua - Por Feijão Preto

*Por Lissandra Ramos Apesar da implementação da Lei 10.639/2003 que diz respeito à obrigatoriedade da inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo oficial da rede de ensino e sua posterior alteração, através da 11.645/2008, que acrescenta à regulamentação anterior a questão Indígena, a educação formal brasileira ainda precisa ampliar a discussão sobre questões raciais na educação. A legislação vigente evidencia a necessidade de tratar da história e cultura africana e afro-brasileira como elementos importantes e indispensáveis na formação dessa sociedade. Nesse sentido, a criação das referidas leis aponta, ao mesmo tempo, para uma necessidade e para uma omissão. Ou seja, se por um lado, o Brasil avança ao reconhecer a importância de tais temáticas no contexto educacional; por outro, essa medida denuncia o apagamento e a negação experimentados ao longo do tempo. Por isso, é válido discutir o ensino da Literatura negra nesse cenário. Segundo a autora negra Conceição Evaristo, a textualidade afro-brasileira não condiz com a estereotipia e o apagamento dos corpos, sujeitos e heranças culturais africanas verificadas em parte da literatura brasileira. Do mesmo modo, Cuti, escritor negro, pontua que “a Literatura Negra Brasileira traz também o desafio da primeira pessoa do negro” (CUTI, 2002, p.28). Assim, o trabalho com a literatura negra em sala de aula possibilita o acesso a uma produção literária que rompe com uma tradição canônica na qual predominam autoria e personagens não negros. Além disso, cria novas representações da figura do negro, questiona, revisa e reclama o seu papel e lugar na sociedade brasileira. Para os estudantes, o contato com a literatura negra pode significar a construção de outra imagem de si e da comunidade afro-brasileira, distinta daquelas verificadas em outros espaços de produção. Há na literatura negra, produções que podem ser trabalhadas desde as séries iniciais até as mais avançadas. Através desses textos, personagens negras, a beleza dos cabelos crespos, a presença da religiosidade de matriz africana e afro-brasileira e relações com a ancestralidade passam a figurar no imaginário infantil, criando para os pequenos novos referenciais. Da mesma forma, os leitores jovens e os adultos experimentam vivências literárias de lutas, desafios e olhares que desconstroem o lugar de subalternidade ao qual sujeitos negros foram e são, em alguma medida, submetidos. Dentre outros benefícios, o trabalho com a ... Leia Mais »