Entrevista

Desenho é “fundamental na formação do individuo”; afirma Mestre em Educação

Por Redação A TARDE Educação Quem nunca ouviu falar “que uma imagem vale mais que mil palavras”? O desenho é uma das mais antigas formas de comunicação, acompanhando o homem desde o início de sua evolução, onde os ‘homens das cavernas’ retratavam sua rotina em estruturas rochosas. Quando falamos em educação o desenho também acompanha o sujeito desde os primeiros anos escolares, onde os círculos, traços e outras expressões são: pessoas, coisas e lugares; de acordo com a mente das crianças. Para o artista plástico e Mestre em Educação pela Universidade de Santiago do Chile, Engelis Oliveira o desenho aliado a educação, garante e ajuda a dinamizar o processo de ensino-aprendizagem, além de transformar o quadro branco um recurso rico e sedutor para o estudante. “O desenho cumpre um papel fundamental na formação do indivíduo, apresentando-se como um canal de diálogo entre a criança, o espaço e o adulto, condição que se estende ao contexto escolar, onde o pode-se compreender a evolução motora, emocional e cognitiva do infante através da ação de desenhar.” Confira entrevista completa feita pelo A TARDE Educação.  Engelis Oliveira é artista plástico e Mestre em Educação pela Universidade de Santiago do Chile A TARDE Educação: O desenho é uma atividade que acompanha o homem desde os primeiros anos de vida. Como você explicaria a importância dele, dentro dos processos educacionais? Engelis Oliveira: Em verdade o desenho acompanha o homem desde os primórdios da sua existência na terra. Suas categorias e/ou derivações são importantes ferramentas de linguagem e como tal, possibilita que o homem se comunique com seus pares e assim possa minimizar distâncias, integrar culturas e ampliar o seu próprio arcabouço através da leitura de símbolos e códigos visuais. Ainda nos primeiros anos de vida, mesmo que de forma lúdica, o desenho cumpre um papel fundamental na formação do indivíduo, apresentando-se como um canal de diálogo entre a criança, o espaço e o adulto, condição que se estende ao contexto escolar, onde o pode-se compreender a evolução motora, emocional e cognitiva do infante através da ação de desenhar. A TARDE Educação: Como as artes visuais podem impactar o olhar crítico de crianças/jovens em fase escolar? Engelis Oliveira: Por intermédio da experiência com as artes visuais crianças e jovens em fase escolar desenvolvem uma série de funções neurais, advindas do seu contato com os ... Leia Mais »

10.639/03 : Caminhos para a construção da autoestima e protagonismo de crianças negras na escola

Por Brenda Gomes Com a aprovação da Lei Federal nº 10.639/03, em 2003, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afrobrasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, algumas questões foram levantadas dentro de escolas públicas e particulares a cerca do ensino de crianças negras e periféricas nas séries iniciais. A dificuldade no aprendizado, a autoestima baixa e outros fatores, são apontados por diversos professores, principalmente os de  alunos das séries iniciais das escolas públicas. Para a pedagoga e especialista em alfabetização Alaide Santana, as crianças negras e periféricas possuem uma dificuldade maior no aprendizado escolar, “porque a nossa matriz curricular não corresponde às expectativas das periferias e muito menos da negritude”. A educadora ainda afirma que o problema como o da autoestima acontece por conta da “invisibilização” nos processos educacionais, onde a criança não se reconhece como protagonista da própria história. Uma problema, que de acordo com ela, pode ser solucionado se houver o “sistematização e o acompanhamento” da aplicação da 10.639/03 nas escolas. Em entrevista para o A TARDE Educação Alaide contou sobre as experiências desde a regularização da lei nas escolas, as ferramentas disponíveis, impactos das abordagens em sala de aula e como as escolas podem driblar algumas dessas problemáticas. Confira entrevista completa. A TARDE EDUCAÇÃO – Crianças negras e periféricas tem maior dificuldade no aprendizado? Quais os fatores que podem influenciar esses fato, ou interferem para que a sociedade faça essa leitura? ALAIDE SANTANA – As crianças negras e periféricas possuem uma dificuldade maior no aprendizado escolar, porque a nossa matriz curricular não corresponde às expectativas das periferias e muito menos da negritude. A nossa estrutura curricular contempla pouco dos saberes construídos fora dos muros escolares, a nossa proposta é eurocêntrica, o que interfere na construção de uma aprendizagem significativa, uma vez que nas escolas públicas o contingente maior é de afrodescendentes e nordestinos e estes saberes não adentram aos muros escolares. ATE: Existe um problema de autoestima nas crianças negras? Como o educador pode driblar isso na educação básica? AS: O problema da autoestima existe por conta da invisibilização existente no processo educacional. A criança não se percebe no espaço predominantemente constituído de imagens com pessoas brancas, de história de povos brancos. A principal estratégia de superação ... Leia Mais »

ENEM: Um processo interessante “tanto pela forma, quanto pelo conteúdo”

*Por Brenda Gomes Com a proximidade das inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem os alunos do terceiro ano do ensino médio de várias escolas do Brasil, se deparam com a ansiedade, dúvidas,  e inúmeros conteúdos para estudo. Como a escola pode auxiliar nesse processo? Com a família pode ajudar nas indecisões? Essas e outras questões foram respondidas pela Coordenadora Pedagógica do Curso e Colégio Oficina e Diretora Pedagógica do AGREGA – Assessoria e Consultoria em Projetos, Luciana Oliveira, em entrevista para o A TARDE Educação. A TARDE EDUCAÇÃO: Mesmo com tantas mudanças na sociedade, uma coisa não mudou, a ansiedade pelo vestibular. Como você explica isso? Os alunos estão mais ou menos interessados com o passar dos anos? LUCIANA OLIVEIRA: Os processos seletivos são a porta de acesso às Instituições de Ensino Superior (IES). Natural que, atendendo a um chamado social, os alunos egressos do ensino médio desejem cursar uma universidade. Quando temos um quadro de maior demanda que oferta de vagas, a ansiedade passa a ser um componente pertinente ao contexto. Quanto ao interesse dos alunos em ingressar em cursos universitários, dependendo do discurso do seu contexto, das expectativas familiares e sociais, é tão grande ou maior do que em outros tempos. Com o SISU e a possibilidade de ampliar suas escolhas acerca das IES, cresce, também, o desejo por cursar universidades fora de seu Estado de origem. ATE: Como a família pode interferir nesse processo de transição, do ensino médio para a academia? LO: Dando mais autonomia aos seus filhos, estimulando-os a serem responsáveis por suas escolhas, encorajando-os diante dessa nova relação com o que é um desejo, mas que assusta por ser novo. Estabelecendo diálogos de verdadeiro crescimento – diante de uma situação adversa, ampliar o leque de possibilidades de resolução e confiar que seu filho será capaz de funcionar para solucionar a dificuldade. Estar presente como apoio. ATE: E os indecisos? Como a escola pode auxiliá-los nas escolhas pelo curso e instituições? LO: A indecisão possui diversos fatores, alguns da competência da escola, outros não. O papel da escola é oferecer informação profissional, promover visitas às Instituições de Ensino Superior, dinâmicas em sala de aula e até, em alguns casos, uma proposta de Orientação Profissional. Outras demandas, no entanto, ... Leia Mais »

SOCIEDADE DO CONHECIMENTO: A educação não é tarefa individual

Mario Sergio Cortella é filósofo, mestre e doutor em educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Na universidade, é professor do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em educação. Com suas ideias sobre o papel da escola – e da família – na formação escolar, Cortella abre hoje, às 9 horas, o Seminário Municipal de Educação, em Rio Negrinho. Ele falará sobre o tema “Como ser educador na sociedade do conhecimento e da informação?”. Em entrevista ao jornal “A Notícia”, Cortella antecipou qual a sua visão sobre o assunto. Cerca de 500 pessoas são esperadas para o evento, que é promovido em parceria com o Senac. Além da conferência, há cinco oficinas voltadas à educação e a peça “O que te Impede de Ser Mais?”, do grupo Toque de Areia. O seminário é apenas para os profissionais da rede municipal de ensino, que já se inscreveram para as atividades. Essa é a segunda atividade do tipo promovida pelo Senac na região. Entre os dias 13 e 16 de julho, houve uma jornada pedagógica em São Bento do Sul. Se fosse possível sintetizar os problemas da educação em um só, qual seria? Cortella – O principal problema da educação é o desprestígio da escola. As pessoas desprezam a estrutura escolar como algo secundário na formação dos jovens e crianças. Esse desprezo se manifesta no descuido que se permite que o poder público tenha com a estrutura da escola. De nada adianta dizer que a educação é a prioridade se não exigirem dos governantes que se impeça o descaso. Podemos dizer que o professor é um dos responsáveis pelo desinteresse dos jovens na escola? Cortella – Não é a questão de um professor. A educação escolar não é uma tarefa individual. É uma tarefa coletiva de um grupo maior de pessoas. A família precisa colaborar mais nesse aspecto. Como a família pode ajudar a escola nesse processo? Cortella – A família não colabora com a educação dos filhos por um simples motivo: ela é a maior responsável pela educação. A tarefa colaborativa é da escola, não da família. O que a escola faz é cuidar da escolarização, não da educação. A educação é muito mais ampla do que isso. A escola é ... Leia Mais »

Dificuldades em aplicar tecnologias em salas de aula estão ligadas a falta qualificação do professor

*Por Brenda Gomes Apesar das grandes oportunidades de aprendizado a rede, aplicativos e dispositivos tecnológicos são capazes de produzir efeitos positivos e negativos quando não utilizados devidamente. É o que aponta o Tutor do Curso de Aperfeiçoamento em Tecnologias Educacionais – UNEB Alaor Lopes , em entrevista ao A TARDE Educação, o qual afirma que não é o momento de “abandonar o quadro negro” mas sim buscar dentro das possibilidades das escolas e dos alunos formas de inovar e deixar os conteúdos mais interessantes “Ainda existe a necessidade de adequação, de abertura para o novo, a fim de tornar as aulas mais atraentes, participativas e eficientes”, afirma. Confira entrevista completa: AT: Você acredita que a tecnologia possa ser um aliado na educação? Acha que existe uma faixa etária adequada para utilizá-las nas salas de aulas? Sim, ela veio pra inovar com a educação, porém ainda existe a necessidade de adequação, de abertura para o novo, a fim de tornar as aulas mais atraentes, participativas e eficientes. A ideia não é abandonar o quadro negro, mas usar das novas tecnologias em sala de aula. Creio que a educação só irá avançar quando houver uma reestruturação da educação básica com o público até os 07 anos. AT: Quando a tecnologia atrapalha? Quando ela se torna uma concorrente em sala de aula e o professor começa a disputar com as redes sociais instaladas nos celulares por exemplo. E uma das dificuldades é a falta de formação de qualidade para os professores quanto ao uso dessas novas tecnologias. AT: Como você enxerga a relação da tecnologia com a educação do futuro? Num mundo tecnológico, integrar novas tecnologias à sala de aula ainda é pouco frequente e um desafio para os professores. Em muitos casos, a formação não considera essas tecnologias, e se restringe ao teórico, ou seja, o professor precisa buscar esse conhecimento em outros espaços. Isso nem sempre funciona, pois frequentar cursos de poucas horas nem sempre garante ao professor segurança e domínio dessas linguagens. Inseguros e despreparados, muitos educadores já perceberam o potencial dessas ferramentas e procuram levar novidades para a sala de aula, seja com uma atividade prática no computador, com videogame, tablets e até mesmo com o celular. AT: A educação EAD é um exemplo positivo ... Leia Mais »

Estudantes da era digital precisam desenvolver novas competências

*Por Joana Lopo A exigência de novas habilidades e competências para o mercado de trabalho tem transformado o perfil do estudante brasileiro, que precisa desenvolver, entre tantas coisas, a liderança, conhecimentos digitais, comunicação e empreendedorismo. Portanto, essa responsabilidade não é apenas individual, mas das instituições de ensino, que precisam atualizar suas metodologias para atender à demanda do alunado contemporâneo. Aquele modelo ultrapassado de escola, em que o professor ensina ao mesmo tempo e no mesmo lugar a dezenas de alunos que o observam enfileirados, ficou nos idos da educação. De acordo com a coordenadora de qualidade acadêmica da Unifacs, Sílvia Cavalcanti Fleming, o atual mundo do trabalho requer um profissional que agregue a capacidade de tomar decisões rápidas, com conhecimentos mais tecnológicos e global. Eixos de formação “Hoje, todos os cursos de graduação da Unifacs possuem uma matriz conceitual comum, que busca desenvolver o estudante como pessoa, profissional e cidadão. Este currículo é formado por eixos que estimulam várias habilidades”, conta Fleming. Esses novos modelos de ensino surgem para tornar o estudante um profissional multitarefas, com capacidade de atuar em diferentes níveis do conhecimento. Inclusive esses estudantes da era digital desenvolvem mais suas capacidades de criação. Exemplo disso é o do estudante de bacharelado em ciências exatas e tecnológicas (BCET), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Caique Jhones, idealizador do aplicativo Minhas Notas, que soma as notas das avaliações de todo o semestre. “É importante conhecer a teoria e colocar em prática ainda na faculdade, isso é o diferencial quando chegarmos ao mercado de trabalho”, afirma o estudante. Por isso que, segundo a pró-reitora de graduação da UFRB, Luciana Alaíde, a instituição segue a tendência do mercado e oferece metodologias ativas de aprendizagem. “Queremos estimular a ação dos estudantes como sujeitos na construção do conhecimento”, diz. Leia Mais »

“Aluno deve ser o protagonista”, afirma baiana premiada no 8º Prêmio Professores do Brasil

Por Jair Mendonça Jr.   Professora de ciências na Escola Municipal Irmã Elisa Maria, em Nova Brasília, Josefa Rosimere Lira da Silva foi a única  baiana premiada pelo MEC no  8º Prêmio Professores do Brasil, com a criação de jogos didáticos.  Nesta entrevista, ela fala dos desafios e de como deveria ser a educação. “Ou colocamos o aluno para ser ator da sua produção ou vamos fracassar”. Fale um pouco de sua trajetória como educadora? Sou professora do ensino fundamental. Atuo na educação há 15 anos, mas no primeiro momento, logo depois de formada, atuei como psicopedagoga. Anos depois, participei de um projeto de educação científica na Universidade Federal da Bahia (Ufba), que me deu a bagagem necessária para desenvolver o trabalho que realizo atualmente. Você foi a única professora da Bahia premiada no 8º Prêmio Professores do Brasil, de iniciativa do Ministério da Educação. Como você se sentiu? Uma sensação única. Acho que é um dos poucos momentos em que o professor sente-se valorizado. Sinceramente, não achava que um projeto, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de escola pública, fosse selecionado entre os milhares. Quando e como foi desenvolvido o projeto? Foi no ano passado. Eu tinha duas turmas, uma do 3º e outra do 5º ano. Os meninos eram  dinâmicos e alegres. Enxergando isso, lancei o desafio para os meus 34 alunos de criar jogos didáticos de ciência. No primeiro momento eles ficaram superfelizes. Acharam que ia ser a coisa mais fácil do mundo. Porque, quando criança pensa em jogo, assimila logo a brincadeira, mas eles não imaginavam os desafios que iriam surgir. E quais foram esses desafios? Primeiro tive que criar uma cartilha para identificar o perfil de cada um deles, para saber o que eles dominavam em termos de leitura, escrita, etc. O objetivo era fazê-los pensar como seriam os jogos. Porque tinha que ser com a cara deles. Apresentei a eles um roteiro, que muitos não conheciam, para começarmos a trabalhar as ideias do jogo e aprofundar o tema. Foram quatro meses só nessa fase. Minha maior preocupação era não criar jogos que ficassem guardados no armário. Quantos jogos foram criados e com que objetivo? Em um período de oito meses, trabalhamos na criação de dez jogos, mas só oito ficaram ... Leia Mais »

O perfil da criança contemporânea

O que é ser criança na contemporaneidade? Para res­ponder esta per­­­gunta, a psicóloga Raquel Gonçal­ves Salgado, professora da Univer­sidade Federal do Mato Grosso (UFMT), campus de Rondonópo­lis, tem rea­lizado uma série de pes­quisas acerca dos sentidos da infância no mundo atual, enfocando, especialmente, os confrontos de visão e percepção entre as próprias crianças e os adultos acerca dessa questão. Leia Mais »

Formação técnica amplia os horizontes

Ingressar mais cedo no mercado de trabalho, com salário inicial de aproximadamente R$ 2 mil, é uma das vantagens para quem escolhe o curso técnico, segundo Gustavo Leal, diretor de Operações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).Nesta entrevista, ele fala da importância dos cursos técnicos e da redução do preconceito. Leia Mais »

Novos filmes estão chegando às escolas públicas em todo o Brasil

Concebido e organizado em 2007, o projeto "Cinema vai à Escola" começou a ser implantado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) - ligada à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo - no ano seguinte. "Já foram distribuídos 57 títulos e o DVD Luz, Câmera ... Educação às escolas de ensino médio", informa Claudia Aratangy, diretora de projetos especiais da FDE. O volume total é de cerca de 30 mil cópias. Leia Mais »