Grandes Educadores

Provas de recuperação não garantem o aprendizado

Por Itana Silva Fim de ano letivo e um drama recorrente: a recuperação escolar. Grande parte dos alunos, sejam estes da rede particular ou da rede pública, já conhece (e teme) a chamada última chance de passar de ano. Se, por um lado, os discentes consideram a avaliação final um castigo de professor que “pega no pé”, por outro, há a necessidade dos professores que precisam reiterar determinados conteúdos, agora de forma condensada, para que o aluno absorva mais rapidamente. Embora o termo remeta à possibilidade de o estudante aprender tudo o que não foi assimilado, a recuperação é uma situação específica, onde o aluno pode estudar as disciplinas nas quais teve dificuldade de aprender, a fim de evitar a repetência. Para a professora Débora Reis, “a recuperação é eficiente apenas para se obter um resultado final”, não devendo ser tratada como uma forma eficaz de fazer o aluno compreender o que não foi aprendido durante o ano. Distrações As distrações do dia a dia, somadas ao uso abusivo das tecnologias, podem comprometer o rendimento das obrigações escolares e impedir que as crianças atinjam a média preestabelecida para serem aprovadas no final do ano. “O celular é uma tentação e, se a gente não tomar cuidado, atrapalha, como aconteceu comigo este ano”. A declaração é da estudante do oitavo ano Hévellyn Monteiro, que ficou em recuperação de três disciplinas. A família é o principal contribuinte para o alcance da média necessária de aprovação. Seja por meio de pais cuidadosos que monitoram as atividades escolares dos seus filhos, durante todo o período letivo, ou pela pressão de pais que exigem das crianças que elas sejam aprovadas. Recuperar o quê? – O dilema de fazer, ou não “recuperação” “Os pais cobram desses alunos resultados, e é nesse momento que a criança passa a estudar demasiadamente. Em alguns momentos essa aprovação vem sem um resultado que deveria ser, de fato, positivo”, pontua Débora Reis. A necessidade de concluir o período, por vezes, leva o estudante a buscar resultados numéricos. Ao invés de agregar conteúdo, o aluno estuda somente o necessário para concluir o ano. “Ano que vem eu vou fazer melhor. Este ano eu brinquei muito e não estudei o suficiente e fui para a recuperação. Vou me empenhar ... Leia Mais »

ESCOLA VIVA: Pais podem incentivar filhos estudando com eles

Por Itana Silva É importante adotar medidas para evitar a recuperação, e a primeira deve ser o acompanhamento da família. As crianças precisam de monitoria para várias atividades do dia a dia, e nos estudos não seria diferente. Estudar com o pequeno é fundamental para estimulá-lo, além da oferta de apoio para superar os impasses que ele encontrará. É uma boa oportunidade também para aproximar pais e filhos. Para os adultos que não têm tempo de ensinar às crianças, o reforço escolar é uma boa opção. Entretanto, o suporte dos pais na educação ainda se faz necessário. A criação de um programa de estudos é indispensável. Alunos que têm rendimento baixo ou dificuldade de concentração precisam de momentos a mais de aprendizagem. É importante não saturar o tempo e deixar momentos livres de descanso. Tornar o estudo dinâmico também é eficiente. Crianças gostam de brincar e não costumam enxergar o estudo como diversão. É interessante trazer abordagens lúdicas para conteúdos mais complexos. Outra forma criativa de aprender é por meio do uso da internet para aplicações didáticas. Videoaulas e aplicativos de ensino, como o duolingo (para o aprendizado de idiomas), por exemplo, podem ser bastante produtivos. Usar a imaginação para criar músicas que ajudem na absorção de conteúdos de história ou fórmulas matemáticas auxilia no entendimento. E a criança ainda vai guardar a lembrança da brincadeira. Levantamento Crianças que gostam de ler tendem a ser mais curiosas e, consequentemente, menos acomodadas. Além de aumentar o vocabulário, a leitura contribui também para as percepções ortográficas. Dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, apontam que a maior parte dos discentes do terceiro ano do ensino fundamental só é capaz de compreender informações expressas em textos pequenos. O levantamento aponta ainda que a cada cinco crianças, só uma desenvolve a capacidade de ler palavras em particular, representando uma porcentagem de 22,21% dos casos. Leia Mais »

ESCOLA VIVA: Escolas criam mecanismos para combater o bullying

Por Alex de Paula A presidente Dilma Rousseff aprovou, no dia 9 de novembro, a lei Nº  13.185, que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) no Brasil. O novo código está previsto para entrar em vigor no dia 9 de fevereiro, 90 dias após a publicação no Diário Oficial da União. A lei obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate ao bullying, caracterizado como  “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, ocorrido sem motivação evidente, praticado por um indivíduo ou um grupo, contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimida-la e agredi-la”. Algumas instituições, no entanto, já adotam medidas para combater o problema.  No Colégio Módulo, por exemplo, anualmente acontece a Semana Especial de Atenção ao Bullying. Durante o evento, a equipe pedagógica do colégio promove debates, seminários e atividades sobre o tema com o objetivo de garantir a socialização de alunos e professores, e a consolidação da autoestima dos estudantes que sofreram bullying. De acordo com a coordenadora do Departamento Cultural da instituição, Silvana Sarno, 55, o assunto faz parte do cotidiano pedagógico da escola, que utiliza o modelo de intervenção humanista. “Quando algo nesse sentido ocorre, convocamos todos os envolvidos – agressor, vítima, testemunhas, pais, professores e outros profissionais da escola – para tentar compreender  o contexto e o que pode estar influenciando ações violentas”, afirma. Já no Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, na San Martin, a professora de português, Kely Krause, 39, desenvolve um trabalho com um grupo de 14  alunos líderes de turma. A intenção é fazê-los refletir sobre o tema e propagar  o assunto em sala de aula. O grupo se reúne semanalmente, na maioria das vezes para discutir linhas de pesquisas sobre a violência na escola. A partir dessas discussões, eles são preparados para transferir o conhecimento adquirido para outros colegas. “Quando acontece alguma situação complicada na sala, eles conversam comigo e perguntam o que devem fazer para ajudar a solucionar o problema. Como líderes de sala, são excelentes multiplicadores”, conta. A orientadora pedagógica do Colégio Oficina, Cristiane Beserra, também acredita que é preciso empreender ações de reflexão e mudança de atitude. “Além dos  agressores e  vítimas, é importante incluir aqueles que praticaram o bullying nestas ações de combate”, ... Leia Mais »

Professora usa WhatsApp para incentivar leitura dos alunos

“Eu sou muito insistente na questão da escrita e da leitura. Como professora de ciências, eu mostro aos meus alunos que, assim como os músculos do corpo, o cérebro também precisa se exercitar e que lendo, ele se exercita. Apesar disso, a maioria deles não gosta de ler e tem dificuldades de concentração, precisando de motivação contínua para estudar. Além disso, eu tinha muita dificuldade na correção das atividades, devido aos inúmeros erros ortográficos feitos por eles. Então, decidi trabalhar a leitura de uma forma que envolvesse os estudantes. O problema é que a ideia era utilizar o celular para isso e, apesar de ser uma ferramenta incrível, seu uso é proibido em sala de aula. A diretoria recolhe os aparelhos no começo do dia. Sendo assim, eu resolvi a questão de outra forma. Comecei a escrever artigos para a seção de opinião dos jornais de São Leopoldo, do Rio Grande do Sul, sobre os conteúdos trabalhados em sala de aula com os 6ºs, 7ºs e 8ºs anos. Depois, eu tiro foto da página do jornal com o artigo publicado e mando para meus alunos pelo grupo do WhatsApp, para que eles leiam em casa pelo celular. A partir dessa atividade, eu peço que eles respondam o que o artigo pode mudar ou alterar na aprendizagem em casa. Eles relatam as aplicações do que leram, mas também podem mandar fotos de animais que acham curiosos para trabalharmos em aula ou denunciar entulhos de lixo para que eu ligue para a prefeitura. A participação no grupo é também um trabalho social. Dessa forma, eu sei que estão aplicando o conhecimento passado presencialmente. Depois de tudo isso, eu faço a hora do conto científico em sala. Para ler o artigo e discuti-lo com os alunos, eu crio um clima no ambiente: apago as luzes, levo uma vela ou vamos ler na rua, o que acaba envolvendo os estudantes. É um projeto bem diferente na escola porque, de um modo geral, os professores têm medo do celular, porque é uma ferramenta nova e nem todo mundo se adapta. Eu mesma não tinha um smartphone, ganhei um esse ano. Foram os alunos que me ensinaram a usar o aparelho. Algumas coisas eu ainda não sei fazer, mas vou aprender. Eu perdi ... Leia Mais »

Estudantes de Xique-xique e Feira de Santana atendem comunidade em feiras da educação profissional

Os estudantes dos cursos técnicos dos centros estaduais de Educação Profissional (Ceep) em Saúde do Centro Baiano, localizado em Feira de Santana e em Recursos Naturais do Centro Baiano, no município de Xique-xique, prestaram atendimento à comunidade, na feira de educação profissional que aconteceu, simultaneamente, nas duas cidades. A ação, que visa o compartilhamento do conhecimento adquirido pelos alunos com a comunidade, aconteceu nesta quinta e sexta-feira (5 e 6). Na III Feira de Saúde do Ceep Feira de Santana, os estudantes dos cursos técnicos em Análises Clínicas, Enfermagem e Saúde Bucal vivenciaram as práticas de suas futuras profissões. Os visitantes tiveram a oportunidade de aferir a pressão arterial, de calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC) e de fazer teste de glicemia e Tipagem Sanguínea. No espaço, também era possível receber orientações alimentares, de prevenção a doenças periodontais e sexualmente transmissíveis, como AIDS, além de informações sobre Dengue, Zika e Chikungunya. “Prestamos serviços às pessoas e também aprendemos muito, pois, colocamos em prática tudo o que já foi estudado em sala de aula e nos estágios”, revelou a futura profissional de saúde, a estudante do curso técnico em Análises Clínicas, Jociele da Silva Miranda, 20 anos. Conhecimento que ajudou o visitante da feira, Durval Yoshidumi, 28, a descobrir seu tipo sanguíneo. “Gostei muito do atendimento dos estudantes porque eles passaram informações que são essenciais para todo mundo”, disse. Já na IV Feira de Saberes e Sabores, promovida pelo Ceep de Xique-Xique, a 586 km de Salvador, o foco dos estudantes foram os agricultores familiares e estudantes de escolas públicas da zona rural. De acordo com a diretora Maria Gorete, a intenção da feira foi conscientizar os pequenos agricultores familiares da região sobre questões como segurança alimentar e sustentabilidade. “Eles receberam informação de como produzir alimentos de modo sustentável e economicamente viável”, disse a gestora. A estudante Biânnica Alves Pereira, 20 anos, do curso técnico em Agropecuária, mostrou, no estande da sua turma, formas de transformar o lixo em brinquedos e enfeites de natal usando materiais recicláveis como garrafas pet e embalagens de produtos. “Além das dicas, enfatizamos sobre a importância da preservação do meio ambiente através da adoção de pequenas práticas como não jogar lixo nas ruas e reaproveitar materiais que podem ser úteis”, afirmou. ... Leia Mais »

Seminário debate identidade quilombola em escola estadual no bairro do Arenoso em Salvador

Conhecer e valorizar a história local por meio do resgate da memória histórico-cultural. Esse foi o tema principal do 1º Seminário Quilombola ‘Sim, por que não?’, realizado, na quinta-feira (05), no Colégio Estadual Antônio Sérgio Carneiro, localizado no bairro de Arenoso, como parte das comemorações do Novembro Negro. Com a participação de representantes da Secretaria da Educação do Estado, foram debatidas a identidade quilombola no bairro de Arenoso e a importância da Educação no desenvolvimento da comunidade local. “Esse evento é a culminância de diversas atividades que estamos realizando na unidade com o objetivo da valorização das raízes culturais do bairro de Arenoso. Umas das atividades de destaque é a pesquisa que foi realizada entre os estudantes das escolas e graduandos de Medicina, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), que por meio de questionário, realizaram um levantamento histórico, cultural e de saúde dos moradores do local”, destaca a vice-diretora e organizadora, Maria José Neres. O estudante do 6º ano, Marcos Cunha, 15 anos, morador do bairro, conta como sua participação na pesquisa contribuiu para despertar o seu olhar para a valorização de sua identidade. “O trabalho que estamos fazendo não está em livros ou vídeos. Toda a história do nosso bairro está nos relatos dos moradores, por isso pudemos aprender mais sobre nossa identidade negra. Nós estamos unidos para manter a nossa história viva”, relata. Demonstrando a importância da parceria entre escolas e universidades, como prevê o programa Educar para Transformar – Um Pacto pela Educação, o graduando em Medicina, Leonado Barreto, ressalta a escolha pela localidade. “A matéria que desenvolvemos chamada Programa de Integração Academia, Serviço e Comunidade (Piasc), busca trabalhar com o social, então pudemos integrar nosso estudo de saúde, juntamente com a necessidade dos estudantes em resgatar essa identidade cultural. Ainda entendemos que a presença da Universidade motiva muito mais os jovens”, afirmou. Leia Mais »

MEC vai apoiar mais de 26 mil escolas com baixo desempenho na alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) dará suporte extra a escolas que estão com dificuldades na alfabetização, segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palacios. Ao todo, 26,5 mil escolas receberão apoio, não apenas nos primeiros anos, quando ocorre a alfabetização, mas também até o 9º ano do ensino fundamental. O apoio inclui educação integral, formação de professores e material didático específico. A intenção é iniciar a ajuda até meados do ano que vem. Segundo o secretário, se o Brasil quiser promover uma mudança na educação, deve focar na alfabetização. “São necessários esforços para assegurar o letramento adequado mesmo daqueles que ultrapassaram o 3ª ano do ensino fundamental, já estão no 4º, 5º ou mesmo na segunda fase do ensino fundamental”, disse à Agência Brasil durante o 2º Seminário do Ensino Médio do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), em Manaus. O MEC mapeou, a partir dos resultados da Prova Brasil, aplicada ao 5º e 9º ano do ensino fundamental, e da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), aplicada às crianças do 3º ano do ensino fundamental, as escolas que concentram a maior parte dos alunos com baixo desempenho ou desempenho muito insuficiente nessas avaliações. Em número, as escolas correspondem a pouco menos de 50% das avaliadas pela Prova Brasil. Metade delas está na Região Nordeste. Segundo Palacios, um aluno que chega ao 9º ano e têm um desempenho insuficiente na avaliação do MEC significa que tem “um desenvolvimento muito insuficiente para que possa almejar ter contato com a cultura letrada, contato com conteúdo científico, com textos históricos”. O apoio será dado pela articulação de programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que busca garantir que os alunos até 8 anos estejam alfabetizados em português e matemática; o Mais Educação, que oferece jornada ampliada e educação integral às escolas; e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Será um projeto da União em parceria com os demais entes federados. Leia Mais »

“Não existe improvisação no Enem, a ansiedade é inútil” , afirma presidente do Inep

A pouco mais de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, recomenda aos estudantes que vão fazer o exame que evitem a improvisação. “Não existe improvisação no Enem, a ansiedade é inútil porque você tem que se preparar e o trabalho é uma corrida de um ano, de dois anos”. Segundo Soares, o Enem premia o esforço e tranquilizou os que não conseguirem sucesso agora. “O Enem é uma grande oportunidade, mas cada um tem que fazer a sua parte. São muitos os candidatos e quem não conseguir [uma vaga] em um ano, consegue nos próximos. São muitas vagas, muitas universidades e muitos programas”, disse. Na reta final, ele orienta que todos continuem estudando e, principalmente, revisem os conteúdos. Soares cita como exemplo a redação, que não permite improviso, e diz que atualmente há recursos e portais na internet que podem ajudar nos estudos. Quanto ao Inep, segundo o presidente, a maior preocupação é com a segurança do Enem. “É muito importante que o exame seja isonômico, que quem de fato conquiste a vaga numa universidade pública ou privada desejada esteja lá por méritos e não por um processo escuso”. Ele disse ainda que, como segurança adicional, este ano a abertura dos malotes com as provas ocorrerá meia hora após o fechamento dos portões, para que os estudantes estejam acomodados nas salas e com a presença de servidores públicos. “[Tenho] orgulho de dizer que produzimos um exame seguro”, afirmou. O Enem será nos dias 24 e 25 de outubro. As provas serão aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 7,7 milhões de candidatos confirmaram a inscrição. O local de prova está disponível apenas pela internet, na página do Enem. Com informações da Agência Brasil. Leia Mais »

“Conhecer suas origens é um atributo essencial para o homem”, afirma diretora do Arquivo Público da Bahia

As páginas dos jornais registram acontecimentos do cotidiano, muitos dos quais podem se tornar fatos históricos relevantes e que podem ser consultados posteriormente para pesquisa. As coleções de jornais, geralmente, são arquivadas e digitalizadas. o A TARDE, por exemplo, tem todas as suas edições publicadas em 103 anos de circulação digitalizadas e disponíveis para consulta. Para a diretora do Arquivo Público da Bahia, Maria Tereza Matos é importante que a sociedade entenda a importância da preservação dos registros, já que se trata de conhecimento e poder. “Os Arquivos Públicos passaram a serem vistos como agentes da construção de “fatos” e “verdades”, lócus de produção de conhecimento e dispositivo do exercício de poder”, conta. Confira entrevista completa feita pelo A TARDE Educação. A TARDE EDUCAÇÃO –  Como dizer para que “servem os arquivos”? Serão os arquivos realmente úteis? MARIA TEREZA MATOS – Os arquivos servem para provar, lembrar, compreender e identificar. Provar seus direitos é uma utilidade jurídica. Lembrar é uma utilidade de gestão. Compreender é uma utilidade científica de conhecimento. Identificar pela transmissão da memória é uma utilidade social. Conhecer suas origens é um atributo essencial para o homem. As várias ciências como a sociologia, a psicologia e antropologia alertam para a ausência de transmissão das raízes, por parte dos pais e da escola. Entendem ser um dos fatores que muitas vezes conduzem os indivíduos à incapacidade de se reconhecerem como parte de uma história coletiva. Para as jovens gerações, essa perda se apresenta como um dos problemas sociais mais preocupantes, particularmente para crianças provenientes de ondas imigratórias. No direito internacional relativo à sucessão de Estados, os Arquivos Públicos são considerados como atributo essencial à soberania de um Estado e, por consequência, apresentam-se como instituições imprescritíveis e inalienáveis. A destruição dos arquivos é o último ato, após a morte dos indivíduos e das instituições, para extinguir irremediavelmente seus direitos. Depois de um terremoto, de uma guerra ou de um incêndio, os prédios podem ser reconstruídos e as máquinas substituídas. As cidades terão todas as chances de se reerguer se elas preservarem os seus arquivos. Mas, se os perderam, correm o risco de desaparecer. Conservar seus arquivos é um ato indispensável, porque representam o produto necessário ao funcionamento de toda sociedade organizada. ATE – Qual a importância dos Arquivos Públicos para a Sociedade? MTM – Os Arquivos Públicos sempre mantiveram ... Leia Mais »

“Quem precisa mais de você é o seu pior aluno”, diz escritor a professores

Autor de best-sellers infanto-juvenis como “A Droga da Obediência” e especialista em letramento e técnicas de leitura, Pedro Bandeira comparou as profissões de professor e médico, em palestra na 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, realizada no último final de semana. A uma plateia cheia de fãs e professores, ele sugeriu que os docentes se atentem às diferenças entre os alunos. “Cada aluno é diferente do outro. Você tem que ter a habilidade de cuidar de diferentes”, disse ele, que comparou: “Quem precisa mais de médico? É quem está mais doente. Quem precisa mais de você? É o seu pior aluno. O seu bom aluno não precisa de você, ele anda sozinho. Mas se você não cuida do seu mau aluno, ele vai embora”. O autor deu dicas a professores que querem estimular a leitura, afirmando que alunos que têm mais dificuldades de ler podem ser incentivados, inicialmente, com trechos menores e textos ritmados. Bandeira criticou os professores que cobram que todos os alunos comecem por livros do mesmo tamanho e entendam de forma igual. “Não existe isso. É a mesma coisa que o médico receitar o mesmo remédio para todos os pacientes”, afirmou ele, que reforçou a necessidade de cuidar dos alunos com dificuldades de aprendizado: “Nossa política sempre foi essa, a de excluir. o mau aluno não interessa, eu expulso da classe. Sempre foi assim. Mas no hospital vou expulsar quem está pior?” Outro ponto criticado pelo autor foi a preocupação com as notas. Mais uma vez comparando com o universo da medicina, ele disse que as notas são os exames de laboratório que só interessam ao médico, já que o importante é que o paciente saia curado e que o aluno aprenda. “A nota não é importante. A nota é para você, a prova é para você, assim como o exame de laboratório é para o médico”, disse ele, que ironizou: “Se você for procurar um emprego, não vão perguntar qual foi foi sua nota de ciências na 3ª série. O que importa é o que você é hoje”. Com informações da Agência Brasil. Leia Mais »