Maria Teresa Mantoan: Direito às diferenças nas escolas

Maria Teresa Mantoan grandes

 

 

Defensora do direito de toda criança à educação básica, Maria Teresa Égler Mantoan é professora-assistente da Universidade Estadual de Campinas(UNICAMP) desde 1988. Paixão, coragem e determinação são palavras que fazem parte da vida de Maria Tereza Mantoan e são fundamentais para sua trajetória acadêmica e profissional. Tais palavras reafirmam a sua escolha pelos estudos e pesquisas voltados para o ensino e diversidade, ou seja, educação inclusiva.

 

Formada em Pedagogia pela Universidade São Francisco(UFS), além de ter doutorado em Educação pela UNICAMP, Maria Teresa é considerada uma das grandes estudiosas das diferenças. Com os seus estudantes, ela fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade, no sentido incentivar as escolas a possibilitarem espaços de aprendizagem democráticos e inclusivos.

 

Autora de livros como “Inclusão Escolar : o que é?Por que? Como fazer?”, “O desafio das diferenças nas escolas” e “Caminhos de uma formação: educação especial na perspectiva de inclusão”, Maria Teresa critica a forma de organização de muitas escolas, que é excludente, resultando por sua vez, em uma barreira para os professores desenvolverem um trabalho educativo includente com as crianças com necessidades especiais ou não. Para ela, é necessário a escola compreender realmente o processo de inclusão, que é conviver com pessoas diferentes de nós, interagir com outro, pois, nesse caso, passará a ser um ambiente colaborativo, onde todos aprendem novas habilidades e conhecimentos.

 

Segundo a educadora, escola precisa se adaptar ao processo de inclusão, realizando adaptações na sua estrutura física, além de oferecer um atendimento educacional especializado em paralelo às aulas regulares, preferencialmente no mesmo espaço. Enquanto que o professor não precisa ser especialista em Educação especial para poder ensinar uma criança com necessidades especiais mas, faz-se necessário ele e o especialista trabalharem em conjunto para propor conteúdos a serem aprendidos por todos os estudantes. Isso não significa que o docente não precise ter uma formação continuada e busque conhecer melhor as diferentes deficiências.

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