Quatro filmes na Netflix que fazem repensar formatos da educação

Girl Rising

No filme Girl Rising, a luta de nove meninas pelo direito de estudar

Com a febre dos canais fechados, séries e especiais a televisão tem perdido cada vez mais espaço para as novas possibilidades de entretenimento visual.

A possibilidade de ter um cinema dentro de casa tem fascinado o público mundial e a empresa Netflix, uma espécie de cardápio de produtos audiovisuais, é um dos principais financiadores dessa nova tendência.

Pensando na aplicação dos recursos audiovisuais na sala de aula, e em outros ambientes educativos, o site Carta e Educação reuniu quatro produções cinematográficas que permitem repensar a formação que é dada para crianças e jovens mundo a fora. Confira:

A Onda

Diante de uma turma desmotivada e a obrigação de ensinar o conceito de autocracia, um professor decide discorrer sobre o assunto por meio de uma experiência prática envolvendo seus alunos. Mas o que era para ser um mero exercício de reflexão ganha força e foge de seu controle. No filme alemão “A Onda”, de 2008, o diretor Dennis Gansel mostra como a sociedade ainda está suscetível a repetir erros históricos como o fascismo e o importante papel que a escola desempenha na formação dos jovens.

Tarja Branca

“Eu tô pela revolução que falta, que é a revolução da criança”, resume uma das entrevistadas do filme Tarja Branca. O documentário dirigido por Cacau Rhoden elenca depoimentos de educadores, psicólogos, acadêmicos, entre outros para mostrar a importância da brincadeira na sociedade não só durante a infância, mas também na vida adulta. Produção da Maria Farinha Filmes, o filme é um lembrete importante sobre o resgate do lúdico no nosso dia a dia e como uma aprendizagem mais significativa pode nascer dessa interpretação.

Girl Rising

A luta de nove meninas de diferentes parte do mundo pelo direito de estudar embala esse filme inspirador dirigido por Richard Robbins e lançado em 2013. Com idades entre 7 e 16 anos e vivendo em países como Afeganistão, Etiópia, Haiti e Índia, estas personagens relatam as dificuldades e barreiras para frequentar a escola em suas comunidades e culturas, exemplificando a situação de 66 milhões de meninas mundo afora. O documentário também mostra a relação entre a inclusão feminina na educação e o fim da pobreza.

A Educação Está Proibida

 O documentário argentino se debruça sobre a necessidade de pensar novos formatos para a educação. Para isso, percorre oito países onde mapeia 45 experiências inovadoras e alternativas à tradicional escolarização. Entrevistas com educadores, pais e especialistas de toda a América Latina ajudam a traçar o panorama de falência do atual modelo pedagógico, que desconsidera o protagonismo, criatividade e curiosidade de crianças e jovens. O filme, bastante provocador, é de 2012 e tem direção de Germán Doin.

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